domingo, 10 de outubro de 2010

Do verbo da ovelha da ovelha do verbo/releitura






(Líricas de um Evangelho Insano)
(releitura)

Na lã da infância se guarda o eterno
disse um alfabeto ancião sob florido cajado
de encovado sorriso descovado e de
cerne de cabelos de perfumada ausencia
Se perder do rebanho é como cair
da gravidade do poema a árvore
sem fazer-se renascenças
O eterno guarda o pastor nas ovelhas
da árvore
e o rebanho cuida das sementes
mesmo no vento da boca
II
O amor é um verbo de renascenças
soprado debaixo da pedra
levita os sonhos dela
e todo rebanho da janela cega
se Ilumina
III
Mas, amarga o sabor do rebanho e do pé do verbo
quando ficou sem sol sem quarar o poema
e os olhos se encardiram

IV
A lã teima o verbo e esquenta
o gelo da pedra de incenso das nuvens.
rebanhos de sementes na roca fiam
perdidos olores florescem...

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