quinta-feira, 1 de abril de 2010

DO VERBO DA OVELHA DA OVELHA DO VERBO






Na lã da infância se guarda o eterno
disse um alfabeto ancião sob florido cajado
de encovado sorriso descovado e de
cerne de cabelos de perfumada ausencia
Se perder do rebanho é como cair a árvore
da gravidade do poema
sem fazer-se renascenças
O eterno guarda o pastor nas ovelhas
da árvore
e o rebanho cuida das sementes
mesmo no vento da boca
O amor é um verbo de renascenças
soprado debaixo da pedra
levita os sonhos dela
e todo rebanho da janela cega
se Ilumina
Mas amarga o sabor do rebanho
do verbo e do pé do verso
quando ficou sem sol sem quarar o poema
e os olhos se encardiram
Mas a lã teima o verbo e esquenta
o gelo da pedra de incenso das nuvens
rebanhos de sementes
perdidos olores...

3 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

Na lã da infância se guarda o eterno.
Maravilhoso verso, pois se eternizar na infância é nunca esquecer que ser humano é necessário praticar a divindade, e assim a fazemos qdo criança. Bjos.

Carlos Rímolo disse...

Querida amiga e poetisa Lilian!
Perdoa-me a invasão, mas temos amigos comuns (Cibele). Seu Blog. é maravilhoso assim como seu conteúdo. Adorei. Agora sou seu seguidor. Meus parabéns!

POETA CIGANO - 02/04/2010

carlosrimolo.blogspot.com

Obs: Conceda-me a honra de sua visita ao meu Blog. Lendo meus textos e comentando. Beijão de luz e poéticos!!!!!!!

Layara disse...

...gostei e voltarei.