quinta-feira, 30 de abril de 2009

LUZ QUE SANGRA/LÍRICAS DE UM EVANGELHO INSANO

pintura/ Carlos Bracher



Luz ó luz que sangra

do ventre e sela

entre os lençóis da língua

da minha boca a abóboda

onde gritam os teus ecos

É desta lua no espelho

que reescreve

o que não vejo e gorjeio?

Tudo revira tudo esfacela

o pó quando revolve o vôo

a luz que sangra entre o outono

e a primavera

e sorve do teu orvalho

na fenda do lábio a quimera

que acorrenta a gota à fera!

Um comentário:

EDER RIBEIRO disse...

E há a necessidade da Luz para as trevas intrínseca não nos fecha em nós mesmo. Bjos e bastante Luz.