terça-feira, 3 de março de 2009

SÓ UM CANTO

pintura/Khalil Gibran



Só um canto e a luz acorda

a orgia celeste recomeça

em minha alma agreste

tu és a carne do meu sonho

o espaço a pausa a laceração

desse anjo demônio

dessa lousa ferida

entre essas cordas que plangem

toco-te ainda vestal

com minha saliva de vinhas

no calabouço dessa pedra sangrada

em veneno e loucura

a tua pele rasga o sal

da ancestralidade da minha!

4 comentários:

O Profeta disse...

És madeira verde
Ou apenas mulher perdida
Testemunha de berço feito de penas
Arca perdida da dor contida

Tudo isto é universo
Em límpida poça de água
Onde as conchas têm a forma de coração
Onde o sal afasta a mágoa

A ti que és minha amiga especial
convido-te a partilhar comigo o “sítio das conchas azuis”




Beijo azul

Cotovia disse...

...um texto verdadeiramente sublime. As tuas palavras são navalhas afiadas, arrepiam-me...

Borboleta disse...

Desenham-se corpos Inquietos
sem rostos(...)
invisíveis.

Improvisam a alma
Enriquecem a valsa
mergulham despercebidas

Sombras sem fendas
gritam no deserto povoado
expectativa de vida (...)
partes de nós.

EDER RIBEIRO disse...

há uma necessidade de LUZ para nos enxergamos como somos. bjos.