quarta-feira, 11 de março de 2009

UM PÉ DE POEMA





Vou plantar um pé de poema

já esterquei a cova

fiz desova com minha pena

já arregacei os baldes da manga

fiz descarrego das veias

assim planto esse pé de poema no canteiro do agora

crivo nos cravos dos olhos meus

Bordarei sem palavras esses teus umbigos

adejarei borboletas além da barriga desta aldeia

Já reguei das bilhas borrifei as calhas com água benta

nas asas do verso o ácido da placenta

a terra te bebe o córrego

fio d'água escorre eternidade!

5 comentários:

Cotovia disse...

...muitos escrevem poemas, mas nem todos são poetas!



Tu és...

O Profeta disse...

Para lá desta janela sincera
Mora a luz radiosa, inconstante
Esta Lira liberta uma breve melodia
Que a brisa carrega adiante

Passos amedrontados
Olhos abertos sem vida, sem fervor
Sons mais que mil e muitos
Máscara da ironia de Deus superior

Bom fim de semana


Mágico beijo

EDER RIBEIRO disse...

E dessa plantação o que aflore é mais do que poesia, é arte. bjos.

Maria disse...

DESENLACE

Toda solene noite possui um grande homem/
de traços marcantes/
hemisfério de incertezas/
num desenlace histórico e decisivo(...)
existência quadrada/
imprevisivel/
fechado.
Portaria do inverso/
interação dificultosa/
indiferente/
fantasiosa.
Cai sobre pedras e ervas daninhas/
Lamparinas baratas que iluminam minha história/
num ar seco de verão prematuro/
quadrada existência.
Fusão de si mesmo/
permanencia de incertezas/
polaridades.

Maria de Fátima Borges magalhães

NEGROPOETA disse...

E com essa semeadura a palavra ganha mais significado. Carinhosamente Dinigro Rocha.