sábado, 8 de dezembro de 2007

PÁGINAS DA ALDEIA/O SOM DO GRANDE TAMBOR

Na aldeia da alma,
à grande mesa da Olaria
da sala do Ser e Estar,
onde o Verbo de cada dia
canta e conjuga o pão nosso,
ouvem-se ecos ...
é o som do grande tambor!
Há milênios dobram os sinos
pelos campanários,
sinos solitários,
que gritam a grande fome
e a dor do verbo Homem!
Mas, parece que não há
hora primeira,
nem hora derradeira,
quando o Verbo cansado
chega ancião disfarçado
e adormece na manjedoura
do homem-interior.
Acontece apenas,
o milagre da semente,
que no estábulo das noites escuras
da mente,
nasce NOITE FELIZ,
renascendo sempre da dor!
FELIZ NATAL!

Um comentário:

Madalena Barranco disse...

Querida Lilian, seu poema é a forma mais original, profunda porque toca as cordas sensíveis da alma, e... Não encontro adjetivo para tanta beleza e talento, de desejar feliz Natal! Obrigada - visitar seu blog me faz acreditar na esperança da poesia brasileira. Beijos.