terça-feira, 13 de julho de 2010

CABELOS DO PÓ


Desenho/Bruno Di Maio
(Líricas de um Evangelho Insano)

Eu não posso emoldurar os cabelos do pó
não posso emoldurar a lágrima
nem o tempo das tuas mãos
mas teço as sombras sob teu corpo
das contas das gotas dos meus olhos
qual sagrada procissão
que me revela
além da moldura
a cegueira da minha visão
enquanto os beirais exalam
o teu incenso amado meu!

2 comentários:

Lucia Constantino disse...

Lindíssimo, Lilian! Bjs.

EDER RIBEIRO disse...

Hoje não vou comentar, ficarei na contemplação do teu poema e sublimar. Bjos.