quinta-feira, 9 de julho de 2009

CENTEIOS




Deixa que eu te ame em olor e remoinhos

permita que eu te ame entre névoas e espinhos

faz frio e a cidade vai adormecer no meu colo

o mistério vai decerrar as portas da hora

os musgos crescerão eremitas a lamber os muros

mas os crepúsculos agora se guardam

deixa que eu te ame

nesta pequenez de substancia amante

desse elixir que agora bebo

da tua saudade que me devora

Os céus guardam os seus centeios

e o pão se faz ceia entre os lençóis

Um comentário:

EDER RIBEIRO disse...

Instigante e belo, o último verso é de aplaudir de pé várias vezes, como todo o poema. BJos.