quarta-feira, 30 de junho de 2010

OPTICAL





Há em mim uma nota que dói
entre o olho do amanhecer e a noite que se contrai
nele habitam os desejos do meu corpo e
as galáxias da minha alma
até encontrar o lugar do vazio
enquanto rasgam as borboletas
as páginas das margens
dos versos que bóiam
sobre a lagoa seca de caniços...
Queria dizer-te do meio tempo
do meu meio corpo
do meio tom da metafísica e seus arrepios

Um comentário:

EDER RIBEIRO disse...

Os dois versos do poema tem um significado tão magnífico e faz a dor parecer eterna. Belo poema minha querida Lilian. Bjos.