segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DA SUBSTÂNCIA DA PALAVRA COM O POETA YOUSSEF RZOUGA




A POESIA E SUA SUBSTÂNCIA COM O POETA YOUSSEF RZOUGA NA CONTEMPORANEIDADE é o título do livro de biografia com publicação on line sobre o poeta e sua poesia no BOOKRIX.COM compreendendo apreciação em português e traduções de vários autores enfocando uma abrangente visão multifacetada de opiniões e repertórios sobre a sua obra. Youssef Rzouga, poeta tunisiano, distingue-se na atualidade em contexto interativo ao trabalhar a palavra e seus signos com uma intensa experimentação poética em várias línguas, eis que escreve em mais de seis idiomas. Nesse contexto abrangente são os caminhamentos poéticos e linguísticos que sua obra percorre, a evidenciar-se no profundo sentimento de busca, que traz à tona substratos ancestrais comuns de expressão poética e artística entre povos e nações, através da poesia. E, dessa forma a linguagem com Rzouga constitui-se numa experiência estética que sempre inova deflagrando novas amplitudes de discernimento e consciência através da arte da palavra.



http://www.bookrix.com/showbooks.html?showbooktitle=lilian-reinhardt-a-poesia-e-sua-substancia&pid=yourez

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Da Paixão



(poetrix)

A paixão se não

transmutada em luzeiro

-não amanhece!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

HAIKAIS






IIIC
Fiação na roca
umbigo cósmico e tear
ponto no espelho


IV C
Lava nesta concha
aceso fóssil no ninho
A ave foi ferida
VC
É Portada aberta
Na floresta inquieta
a lua chegando
VIIC
Dobram-se esses juncos
na travessia do vento
vergada a tormenta
IIX C
Aranha fiandeira
só arquiteta e vigia
a cada laçada
XIIC
Efígie gasta
na moenda louca
roda só rolando

XIIC

Luz no clausura
filtra a casa do mundo
é morada acesa

HAIKAIS






VI/A

É pássaro cansado
no preâmbulo do instante
este caminhante

VII/A

Pão desta brevidade
a dor do tempo é fome
à mesa da campa

VIIIA
Pesando à brisa
este alforje de penas
sobrevoa ventos

IXA

Esta massa sem liga
esfarelada viga
secaram os olhos

XA
Estes pés descalços
ampulheta na areia
jazigo ao vento

XIA

Debulha acesa
esses óleos sangrando
luz amanhecente

HAIKAIS






III

Vestida de tempos
a aranha é fio de rumos
que o prumo tece

vii

Terra queimada
esparge e sopra-te cinzas
São penas das horas


XI

Ave pelo céu
Afundam-se as raízes
dos olhos da árvore


xii

Pergaminho d’ água
chora a metáfora a pauta
da cachoeira


XXXIII
Menino sem ninho
pássaro no buraco negro
busca-o na ave

sábado, 30 de janeiro de 2010

PARAÍSO DO DIABO/NOVELA DO ESCRITOR E POETA ÁRABE YOUSSEF RZOUGA SOBRE AMOR VIRTUAL E VIRTUALIDADE



"PARAÍSO DO DIABO"

novela do escritor e poeta tunisiano YOUSSEF RZOUGA, sobre o tema AMOR VIRTUAL e VIRTUALIDADE.

Tradução do francês por LILIAN REINHARDT






PARAÍSO DO DIABO, ou: O AMOR EM PEQUENAS DOSES, é a mais recente novela do escritor e poeta YOUSSEF RZOUGA, da Tunísia, prêmio nacional de Literatura Árabe de 2004, com mais de vinte e duas obras literárias publicadas, em várias línguas, recentemente laureado por TERRA DA METÁFORA .

Em PARAÍSO DO DIABO, Rzouga aborda o polêmico tema do amor virtual, suas falácias e conflitos, utopias que sustentam hodiernamente a relação de solidão e vazio do homem moderno e sua relação com a virtualidade. O livro é uma denúncia sensível da fragilidade das relações humanas, onde Rzouga trata a questão com impressionante dimensão ética e estética, consentânea à experimentação de sua atualidade. Como diz o crítico James Legatte, Rzouga é voz única no Oriente, espírito visionário. Embora ali residente, transcende sua própria cultura (do mundo árabe), conciliando visões de poesia, literatura, arte, entre Oriente e Ocidente, cognominado de "o lobo das palavras".

A novela PARAÍSO DO DIABO, publicada inicialmente on line, deverá compor uma abrangente publicação em várias línguas.

Lílian Reinhardt
www.lilianreinhardt.prosaeverso.net




http://www.bookrix.com/_title-en-youssef-rzouga-paraiso-do-diabo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SE A PALAVRA É ANDANTE...TODO POEMA É PEREGRINO






Claro com certeza
como o sol não vai esquecer de mim ou de ti amanhã
depois da caminhada da noite da alma do poema
e se palavra é esse apascentamento
que delira o rebanho do verbo
e enlaça e laça e tudo desentranha
ávida buscadora é trapezista
que veste e traja a pele do verso/ dos opoentes
e desbrava
deslocando o ôlho do céu nas vias do mundo
a palavra não faz conta
mas quando ajoelha faz de conta e recria os salmos
como os peixes como as pedras...
e se retirante
se andante em mim
em ti
todo poema é peregrino!