quinta-feira, 15 de novembro de 2007

PÁGINAS DA ALDEIA (na Olaria)


O jarro emborcado do meu corpo
guarda o tempo.
Ampulheta na argila
perfila a navalha
o pensamento,
na olaria queimam-se
quimeras,
o pó desfolha o verbo,
sulcam a talha,
meus pés de terra...

PÁGINAS DA ALDEIA ( VIIIA)


Dobram os sinos,
o mundo enterra seus meninos,
os lírios de barro fenecem,
a aldeia sem véus entardece...
O poema morre aldeia,
sem pernas, sem lanças,
sem braços,
dobram os sinos
nesse covil de traços!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

PÁGINAS DA ALDEIA (NA OLARIA J33)







Na Olaria secam
as peças sobre as
prateleiras.
O tempo é artífice
na coagulação,
o informe se calcina
em novas formas
pelas mãos...

PÁGINAS DA ALDEIA ( FIGURA/FUNDO)

No pergaminho da aldeia,
figura e fundo na memória
perdida...
Machu/Pichu o grande palco
entre as nuvens, sob as cercanias
de vento,
esboço cortante de inscrições,
da pele da aldeia no tempo...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

PÁGINAS DA ALDEIA (na olaria)





Na Olaria crispam-se as mãos,

os olhos mirantes das águas

revolvem o informe da argila,

respinga a carne a febre do pão!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

PÁGINAS DA ALDEIA (XI)/CANTORIA

Você poesia cantora,
sangra aqui,
com tua voz negra,
recoberta de sombras e heras.
Canta nesta taberna,
entre os ciganos,
a emoção dos duendes.
Queima o teu sangue
bárbaro de eremita,
que a morte e a vida
se contemplam,
entre a navalha e os pastores
sob as redes de vento,
e as línguas dos rios
morrem sob o vulcão.
Mas, ouve...
há um caudal profundo,
que só escorre do coração!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

PÁGINAS DA ALDEIA ( PONTO AZUL)





PAULO AUTRAN,

alma pirilimpo...

ponto azul nos céus,

acende...apaga...

apaga...acende...

luzes da ribalta!