quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL! RADIOSO 2009!

Saúdo-te pura essência!
Tu és morada única
em todos os reinos
na acústica dos meus sentidos
Belíssimo és Tu
na manjedoura do horizonte!

sábado, 20 de dezembro de 2008

GRANDE SENHOR DO DISCO SOLAR

imagem/arte egípcia/pedra/séc.VI A.C./museu do Louvre/FR
FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!
BOAS FESTAS!
FELIZ NAVIDAD y PRÓSPERO AÑO NUEVO!

Tua aurora não tem começo nem fim

"Aton, Tu és brilhante, claro e forte!...

Salve ó Tu que Te ergues no horizonte

que iluminas o céu...

Teu amor é grande e poderoso

Salve ó deus maravilhoso da paz

vê como os homens erguem as mãos suplicantes

eles oram enquanto acordas

ao surgires do teu leito noturno"(*)

Me extasio!

Saúdo-te como pura essência

Alpha Ômega Aton Rá Zoroastro

Buda Shiva Brahma

Maomé Cristo

Tu simplesmente habitas

Tu és única morada em todos os reinos

na acústica dos meus sentidos

ar fogo água terra

te respiro na argila deste vaso

em que me queimas

na tua chuva que me germina

no teu fogo que me incendeia e depuras

sopras-me em espuma e sombra

e a aurora e o crepúsculo dizem da tua beleza

Assim te peço que em todo amanhecer

quando lótus abre suas pálpebras

e Tu ressurges resplandescente

sobre a Esfinge

que ao emprestares a luz de teus olhos a ela

o sopro e a voz da Palavra para criar

e reconhecer as formas do mundo e a sua Arte

possam esses olhos coração e razão

extasiados em Ti

celebrar o quão Belíssimo és Tu

na manjedoura do horizonte

quando nasces todas as manhãs

"radioso Aton fonte de todas as coisas vivas..

teus raios tocam o chão

as solas dos teus pés

se movem sobre o pó.." (*)


(*) citações/primeiro hino ao Senhor do Disco Solar

HERU - RA - HA (Hórus e Rá sejam louvados!!

sábado, 6 de dezembro de 2008

RENASCENTE

tela/Mondrian
(líricas de um evangelho insano)




Renasço sempre renasço

verbo da terra

sou fungo das minhas povoações

o mundo me arrasta o caudal

minhas vestes me guardam a extensão

a debulha me acrescenta

me subtrai me rasga os grãos

mas as sombras que me revoam

que me projetam

me dizem da tua eternidade

as sombras me dizem

da tua luz marinha

do teu silêncio

das tuas constelações pelos caminhos

das longitudes e das latitudes da árvore

e de seus ossos renascentes!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

NOTAÇÕES LÍRICAS (IV)

imagem/Magritte
(líricas de um evangelho insano)
Quando se diz de caminhos
a palavra é rebanho,
conjuga ovelhas e fermenta
maçãs verdes!

sábado, 15 de novembro de 2008

VETADO

imagem/mnemosyne

(líricas de um evangelho insano)
A palavra pode ser
extremamente bárbara
Se é contumaz lírica
no trampolim faz
acrobacias
deflagra reticências
pelos céus............
...................... Salta de para-quedas
das estrelas************
e se abana a respiração
cansada do rei
é sempre em legítima
defesa de honra
Palavra amamentada
VETADO
Sempre certa é incerta
Ápeiron de Anaximandro
se diz substância imutável
da língua das coisas
mas confunde o remo
com o remoinho
não quero formulários
só tenho um par de sapatos voadores
e um ticket de volta indeterminado
a escada se recolhe e revoa
o pássaro faz a rota do comboio
mas o comboio não faz a rota do pássaro
Há uma litorina sobre o mar
sobre os cabos de aço de teus braços
O teu axioma algures minha substância.............
.......................***************** ***************************

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

SALGANTE


(líricas de um evangelho insano)
Pode ser qualquer texto,
talvez este, o mais exposto,
o menos guardado,
este amarrotado,
sem sentinela na torre,
bolinha de papel
quase afundado
na lixeira de costume,
nada de códigos,
tudo se remumifica
sob o verbo selado,
um cheiro ocre de cebolas
e continentes,
um bálsamo de cedro,
uma coifa guardando a fumaça,
tudo a céu aberto, no rendilhado.
Tudo pode ser um grito perdido,
um grito ouvido, um verbo salgado
sob 0 galho de uma árvore,
o peso e a leveza
do estalido no copo, no corpo,
do gemido fervido
da chaleira anunciando,
o toque da campainha,
o cincerro da ovelha,
o opúsculo dos cães,
a pastoral do amanhecer.
Qualquer texto escreve-se
sem iniciais em pré-texto,
sem recontagens de tempo,
desde que me ouças!

sábado, 1 de novembro de 2008

GIRANTES

imagem/mnemosyne


Meus olhos de areia passarados
escrevem aqui dentro
e do lado de fora
dessa cidade girante
o pão nosso de nossa cama...
as feras deitaram -se às covas,
na retícula o Rama!!!